Ele conheceu várias partes do mundo por meio da arte. Dançou para multidões em estádios lotados. No início dos anos 90, o bailarino Carlton Wilborn viveu um dos maiores momentos da história da cultura pop. Brilhou ao lado da rainha do pop Madonna no clipe de Vogue e na tour Blond Ambition.

Cinco anos antes do fenômeno mundial, ele havia sido diagnosticado com o HIV. Chegou a pensar que sua vida estava acabando ali. Acreditou que não teria mais oportunidades artísticas e que não seria mais amado. “A possibilidade de as pessoas descobrirem me deixava apavorado. Eu imaginava que a vida seria apenas portas fechadas. Não teria mais namorados. Ninguém me chamaria mais para trabalhos e nem para ir a suas casas”.

Não foi assim que aconteceu. Carlton participou do icônico clipe em preto e branco que ainda hoje influencia artistas em todo o mundo. “Sabíamos que estávamos ali para quebrar barreiras e desafiar as pessoas a pensar de uma nova maneira. Sabíamos que isso era revolucionário. Mas perceber que aquela reunião de artistas ainda provoca tanto impacto quase 30 anos depois é maravilhoso”, contou. Carlton veio ao Brasil no final de 2018 gravar um documentário para a televisão americana.

“Mais livre e mais forte do que nunca”, o bailarino é um ativista pelo respeito às pessoas que vivem com HIV. Mais de 30 anos depois do diagnóstico, ele deixa uma mensagem de otimismo a quem está se descobrindo hoje com o vírus . “Acho que o maior conselho que posso dar é: tenham fé na vida. A perda de esperança provoca um efeito dominó que pode levar às pessoas ao fim de tudo. Se você der uma chance para a fé e para a esperança, você perceberá que tem muito mais força do que jamais imaginou que tinha”, ponderou.

“Seus amigos não necessariamente deixarão você. Se deixarem, é porque não mereciam nunca fazer parte da jornada da sua vida. Mantenha o foco na maneira que você idealiza a sua vida”.

Fonte: Rio Gay Life